www.publico.ptpublico.pt - 18 nov. 15:39

Olhão vai ganhar 20 camas da rede cuidados de saúde

Olhão vai ganhar 20 camas da rede cuidados de saúde

A unidade de convalescença de Loulé deverá deixar de ser administrada pelo Centro Hospitalar Universitário do Algarve, passando a ARS a gestão para uma IPSS.

A rede das camas de cuidados de saúde continuados no Algarve vai sofrer alterações na forma de gestão e o número de camas mais aumentar. As mudanças só deverão ocorrer no próximo ano. O concelho de Olhão vai beneficiar de 20 camas integradas na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, ficando a gestão a cargo da Associação Cultural e de Apoio Social de Olhão (ACASO), com astuto de Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS). Em Loulé, a Unidade de Convalescença poderá deixar de ser administrada pelo Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA).

A falta de camas hospitalares para os cuidados médicos continuados de curta, média e longa duração são algumas das carências crónicas no SNS da região, fazendo-se sentir de forma mais acentuada na zona central - Faro, Loulé e Olhão, onde residem 150 mil pessoas. Para tornar a situação ainda mais problemática, esta semana correu a notícia de que a Administração Regional de Saúde (ARS) iria encerrar, até final do ano, as 20 camas da Unidade de Convalescença de Loulé, geridas pelo CHUA. Mas o presidente da ARS nega. “Não está previsto o encerramento, vamos é reconfigurar a rede, mudar de tipologia”, disse ao PÚBLICO Paulo Morgado, adiantando que a mudança só deverá ocorrer no segundo semestre de 2022

Entretanto, o administrador do CHUA, Paulo Neves, disse numa reunião com os trabalhadores, na passada quarta-feira, ter recebido “orientações [da ARS] para o CHUA deixar de gerir até de 31 de Dezembro a Unidade de Loulé, tendo a administração proposto continuação”. Por outro lado, acrescentou ter comunicado que não estaria em causa a manutenção dos mais de 30 postos de trabalho.

Por seu turno, Paulo Morgado, questionado pelo PÚBLICO afirmou: “Ainda não há uma data definida para a configuração da rede [hospitalar]”. O facto que, eventualmente, possa vir a acontecer, admitiu, é que a gestão passe para uma IPSS. “É esse o padrão mais frequente, a nível nacional”, justificou. Por fim, reafirmou: “Queremos aumentar o número de camas de cuidados continuados, nunca reduzir”.

Outra das situações pendentes é a construção da sede do Agrupamento de Centros de Saúde Central (com intervenção nos concelhos de Albufeira, Faro, Loulé, Olhão e São Brás de Alportel), projectada para Loulé - uma obra que ascende a 4,5 milhões de euros, suportando a autarquia a maior parte do investimento. O concurso público para a edificação do complexo hospitalar está pendente do visto do Tribunal de Contas.

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